A importância do uso de ligas metálicas sem Berílio na Odontologia Moderna

A importância do uso de ligas metálicas sem Berílio na Odontologia Moderna

O berílio (elemento químico de símbolo ‘Be’) é um metal alcalino-terroso, bivalente, tóxico, de coloração cinza, duro, leve, quebradiço e só lido em temperatura ambiente.

Foi descoberto pelo francês Louis Nicolas Vauquelin em 1798, e foi isolado independentemente por Friedrich Wöhler e Antoine Bussy em 1828.

É empregado, na odontologia para melhorar as propriedades mecânicas e aumentar a resistência de ligas metálicas não-preciosas, especialmente nas ligas de NiCr e CoCr. Além disso, a introdução do Berílio nestas ligas reduz a temperatura de fusão, melhora a união entre metal e cerâmica, e facilita o polimento, gerando uma superfície brilhante após a fundição.

No entanto, os vapores de berílio produzidos durante a fundição são extremamente tóxicos, podendo causar doenças pulmonares graves.

Caracteristicas-del-berilio-1

O envenenamento agudo por inspiração de seus sais produz calafrios, febre, tosse dolorosa e acúmulo de fluidos nos pulmões, podendo levar à morte. A inalação dos compostos insolúveis pode causar a beriliose. Esta doença é também conhecida como granulomatose pulmonar crônica, e seus sintomas podem aparecer até 15 anos após a exposição aos compostos de berílio.

Estes riscos estão presentes nos laboratórios de prótese no momento da fundição das ligas contendo berílio, e também nas fases de corte e acabamento das estruturas.

Atualmente, com intuito de evitar essas doenças graves que podem levar a morte, o mercado odontológico já possui ligas metálicas que não apresentam berílio em sua composição, mantendo excelentes padrões de trabalho e resultados satisfatórios em relação a fusão, união com a cerâmica e facilidade de limpeza.

A Sisprodent Soluções Dentárias, preocupada com a saúde dos técnicos em prótese dentária, possui em sua linha de produto apenas ligas metálicas isentas de berílio da conceituada marca alemã Dentaurum, tanto na opção de NiCr (Remanium Cse) como na composição CoCr (Remanium Star).

Referências Bibliográficas:

  1. ANUSAVICE, Kenneth J. Phillips Materiais Dentários, Tradução 11ª Edição, Elsevier,
  2. BIOCOMPATIBILIDADE DAS LIGAS DENTAIS – Resumo baseado no artigo: Biocompatibility of dental casting alloys: A review Wataha JC. Biocompatibility of dental casting alloys: a review.J Prosthetic Dentistry 2002;87:351-363.
  3. ATUALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTÁRIA – 11º Congresso Internacional de técnicos em prótese dentária. Outubro/Novembro 2009, Editora Altana, São Paulo,2009.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

shares